Favela da Rocinha
Ouça os gritos agonizantes
nas infinitas madrugadas frias
de becos turvos
negros dias…
As metralhadoras
fazem melodias
canções de pura rebeldia.
Gemidos silenciados pela escuridão
testemunhas aprisionadas nos cárceres
dos seus próprios medo e segredos.
Nesse momento,
são violentadas
as rosas, as violetas e as begônias,
sobraram apenas os espinhos…
Os pássaros voaram na madrugada e
abandonaram seus ninhos.
Sobraram apenas
os vizinhos ensurdecidos,
sonolentos
já não se espantam…
Mas se perguntar?
Não sabem! Não viram!
Mas quem irá confessar?
Quem sabe irão apenas, chorar lágrimas,
Ou o sangue derramado…
Das rosas violentadas
Mas quem irá confessar?
Aquilo que seus atordoados olhos
cheios de neblina da coação, não podem ver…
Seu silêncio
é tão culpado
quanto inocente…
AINDA ESTOU TRABALHANDO NESSE CONTO………