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	<title>Betânia Lisboa</title>
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		<title>Uma Canção de Amor</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Apr 2009 15:28:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Betha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu fiz essa poesia para meu Anjo. 
OBS: &#034;A canção que toca no play é de Sarah McLachlan &#8211; Angel&#034; 
Amigos, desculpem-me pela ausência no Blog e no Twitter, mas estou fazendo um intercâmbio de 6 meses. É necessário abandonar por um período algumas coisas que amo muito para alcançar outras&#8230; a vida é assim, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>
Eu fiz essa poesia para meu Anjo. <br />
OBS: &#034;A canção que toca no play é de Sarah McLachlan &#8211; Angel&#034; <br />
Amigos, desculpem-me pela ausência no Blog e no Twitter, mas estou fazendo um intercâmbio de 6 meses. É necessário abandonar por um período algumas coisas que amo muito para alcançar outras&#8230; a vida é assim, são os desapegos, lágrimas, sorrisos, para conquistar os objetivos e as vitórias de uma vida normal, de uma pessoa normal, cheia de medos, sonhos e desejos. Em breve retornarei com muitas novidades, muitas poesias e, finalmente, meu romance, se assim for a vontade de Deus e acredito que seja.</p>
<p>Obrigada pelos Email&#039;s, mensagens no Blog e no Twitter.</p>
<p></p>
</blockquote>
<p><strong>A</strong>njo&#8230;<br />
<strong>H</strong>oje<br />
acordei pensando em meu bem querer<br />
senti teu cheiro de relva invadindo meu quarto escuro<br />
mas era apenas<br />
orvalho das pétalas ao amanhecer&#8230;</p>
<p><strong>S</strong>enti um vazio<br />
uma dor<br />
um querer sem saber o que&#8230;<br />
<strong>A</strong>lgo que não posso explicar<br />
mas acho<br />
que é amor&#8230;</p>
<p><strong>P</strong>assei a mão sobre meu corpo<br />
frágil<br />
ávido de prazer&#8230;<br />
<strong>D</strong>escobri cantinhos escondidos<br />
 que sempre pertenceram a você&#8230;</p>
<p><strong>F</strong>echei os olhos e imaginei&#8230;<br />
<strong>T</strong>ão logo eu vi<br />
eu vi<br />
<strong>A</strong>njo porque estás aqui&#8230;</p>
<p><strong>A</strong>inda que em sonhos&#8230;<br />
<strong>E</strong>u posso<br />
sentir teu cheiro impregnado<br />
em minha pele aveludada<br />
derramando seu néctar<br />
sobre uma alma apaixonada&#8230; </p>
<p><strong>T</strong>eu sabor entrelaçado<br />
sua boca sedenta e molhada<br />
com meu corpo cheio de pecado<br />
que suga a essência<br />
o orvalho<br />
até o prazer.</p>
<p><strong>A</strong>njo&#8230; Onde está você?<br />
<strong>C</strong>ante uma linda canção de ninar<br />
para meus pensamentos eloqüentes<br />
em seu corpo repousar&#8230;</p>
<p><strong>E</strong>u lembro<br />
seu modo de pisar<br />
era lento<br />
gracioso e suave&#8230;<br />
<strong>T</strong>al qual um anjo batendo asas para voar<br />
parecia polir as pedras<br />
os paralelepípedos das ruas<br />
com a mesma elegância que me deixava nua&#8230;<br />
<strong>A</strong>njo<br />
eu imploro&#8230;<br />
Cante uma canção de ninar<br />
eu preciso encontrar um lugar seguro para meus sonhos<br />
abrigar.</p>
<p><strong>Autora</strong>: Betânia Lisboa</p>
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		<title>Trabalhando muiiiiiito.</title>
		<link>http://betanialisboa.com/suspiro/</link>
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		<pubDate>Tue, 14 Apr 2009 03:34:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Betha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Amigos,
Estou na batalha com meu romance, colocando cada personagem para trabalhar arduamente e sem pagar hora extra.
Estou amando e me divertindo ao dar vida aos personagens. No momento, eles estão precisando muito da minha companhia e da minha dedicação.
Por isso, estou postando algumas divagações do meu marido, que não tem pretensão de ser poesia. 
Suspiro
Um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Amigos,<br />
Estou na batalha com meu romance, colocando cada personagem para trabalhar arduamente e sem pagar hora extra.<br />
Estou amando e me divertindo ao dar vida aos personagens. No momento, eles estão precisando muito da minha companhia e da minha dedicação.<br />
Por isso, estou postando algumas divagações do meu marido, que não tem pretensão de ser poesia. </p></blockquote>
<p><strong>Suspiro</strong></p>
<p><strong>U</strong>m suspiro profundo apartou-se do peito, enfeitiçado.<br />
<strong>D</strong>eixou-se enganar pela umidade de lábios brejeiros,<br />
<strong>A</strong>bandonou o calor de sua casa: coração encouraçado!<br />
<strong>A</strong>gora é um lamento que vagueia em olhos aduaneiros.</p>
<p><strong>É</strong> de braços distantes que a lembrança o faz congelar,<br />
<strong>D</strong>e todas as formas e peles quentes de luar devorado.<br />
<strong>E</strong> aquele brilho de tanto brilhar, dá tontura imaginar&#8230;<br />
<strong>A</strong>gonia, desespero&#8230; corpo trêmulo de céu enviesado.</p>
<p><strong>A</strong> vontade de se confundir com o quebrar das ondas&#8230;<br />
<strong>T</strong>raz leveza aos condenados solitários: cães exilados!<br />
<strong>T</strong>em nas veias córregos, águas turvas e combalidas,<br />
<strong>M</strong>as segue sua sina: dar esperança aos apaixonados.</p>
<p><strong>N</strong>ômade, habita lençóis desconhecidos, esfarrapados!<br />
<strong>T</strong>oma formas diferentes para sobreviver: é fogo e céu,<br />
<strong>S</strong>angue e desdém, sorriso, mãos e braços amarrados!<br />
<strong>G</strong>osta de demorar-se em semblantes vincados de fel.</p>
<p><strong>N</strong>a quaresma deixa-se vagar com ventos sacrossantos,<br />
<strong>A</strong>rrepiando a vegetação rasteira que cobre as crateras.<br />
<strong>N</strong>as noites que os pesadelos grassam, jaz pelos cantos,<br />
<strong>A</strong>guardando a volta da alma penada, rasgada de feras!</p>
<p><strong>F</strong>az algum tempo que dele não se ouve notícias, foi-se.<br />
<strong>R</strong>ompeu barreiras d’além mar, viu a Rosa dos Ventos,<br />
<strong>S</strong>entiu o roçar de suas asas na manhã, apaixonou-se!<br />
<strong>E</strong> todos os medos se quebraram em suspiros sedentos.</p>
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		<title>O Crepitar Dos Desejos</title>
		<link>http://betanialisboa.com/o-crepitar-dos-desejos/</link>
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		<pubDate>Fri, 06 Mar 2009 01:29:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Betha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Caros Visitantes e amigos, 
Estou trabalhando arduamente no projeto do meu romance e estabeci um prazo até dezembro/2009 para finalizá-lo.
Farei o possível para visitar todos os blogs e responder a todos os comentários e Email&#039;s carinhosos.
Peço mil desculpas e agradeço a compreensão por não atualizar o blog com mais frequencia como ele merece.

O Crepitar dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Caros Visitantes e amigos, <br />
Estou trabalhando arduamente no projeto do meu romance e estabeci um prazo até dezembro/2009 para finalizá-lo.<br />
Farei o possível para visitar todos os blogs e responder a todos os comentários e Email&#039;s carinhosos.<br />
Peço mil desculpas e agradeço a compreensão por não atualizar o blog com mais frequencia como ele merece.
</p></blockquote>
<p><strong>O Crepitar dos desejos </strong></p>
<p><strong>C</strong>hove intensamente<br />
os pingos penetram na essência<br />
na transparência<br />
da janela do meu quarto.</p>
<p><strong>M</strong>usicalizando a sombria noite de inverno<br />
fazendo uma sinfonia de crepitantes fantasias<br />
relâmpagos<br />
trovões.<br />
Hummm&#8230;  amar é pura terapia! </p>
<p><strong>E</strong>m minha boca<br />
palavras reluzentes<br />
ou<br />
postergadas confissões?</p>
<p><strong>N</strong>o chão<br />
a langerie  de renda transparente<br />
afagos fulminantes<br />
faz exalar um cheiro adocicado<br />
em minha pele púrpura<br />
morena e embriagada<br />
pelo suor dos desejos.</p>
<p><strong>A</strong>s labaredas ressurgem com um fervor eloqüente<br />
arde minha alma<br />
e esfuma meus olhos sonolentos.</p>
<p><strong>N</strong>o pedregal da cripta e sombria<br />
noite suburbana<br />
me transformo<br />
<strong>s</strong>ou mulher<br />
cangaceira<br />
feiticeira<br />
sou cigana.</p>
<p><strong>N</strong>avego sobre tua alma<br />
molhando minhas fantasias<br />
varando a silenciosa e inefável honra<br />
de menina moça e mulher<br />
banhando-me com o suor de tua poesia.</p>
<p><strong>E</strong>nquanto meus pensamentos<br />
errantes<br />
adentram colinas e plantações<br />
tudo deixa de ser profano<br />
e passará a ser apenas<br />
sedução<br />
ou<br />
será meditação?</p>
<p><strong>T</strong>udo<br />
tudo não passa de fruto de minha imaginação.</p>
<p><strong>A</strong>mar é mais que terapia.<br />
<strong>A</strong>mar é pura poesia.</p>
<p><strong>Autora</strong>: Betânia Lisboa</p>
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		<title>Uma Sereia Na Areia</title>
		<link>http://betanialisboa.com/uma-sereia-na-areia/</link>
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		<pubDate>Thu, 22 Jan 2009 13:30:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Betha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando escrevi esse poema tive certo receio em publicá-lo, pois vivemos num país cheio de hipocrisia, onde falar de um desejo ou uma fantasia é muito mais ofensivo do que uma cena de sexo em uma novela ou filme.
Mas, como as pessoas que comentam em meu blog são cultas e inteligentes, ligadas de alguma forma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Quando escrevi esse poema tive certo receio em publicá-lo, pois vivemos num país cheio de hipocrisia, onde falar de um desejo ou uma fantasia é muito mais ofensivo do que uma cena de sexo em uma novela ou filme.<br />
Mas, como as pessoas que comentam em meu blog são cultas e inteligentes, ligadas de alguma forma à arte&#8230;. Então, dedico a vocês &#034;Poetas, Escritores, Fotógrafos e Artistas em Geral&#034;.<br />
<strong>Dedico principalmente ao meu marido</strong>, que me incentiva o tempo todo.
</p></blockquote>
<p><strong>Uma Sereia Na Areia:</strong></p>
<p><strong>N</strong>a areia<br />
a lua nua<br />
banha minha sereia.</p>
<p><strong>T</strong>eus cabelos longos<br />
tal qual milharal<br />
com madeixas imitando<br />
espigas marrom-douradas.</p>
<p><strong>P</strong>ouso meus lábios<br />
em tua face enluarada.</p>
<p><strong>D</strong>e tuas vertentes<br />
emana um suculento vício ofegante<br />
enquanto tu serpenteias<br />
na areia<br />
eu contorço o dorso<br />
em tê-la sereia.</p>
<p><strong>M</strong>eus desejos<br />
percorrem os caminhos líquidos<br />
e sólidos de tua floresta dourada.</p>
<p><strong>S</strong>ugo teus seios quentes<br />
frondosos<br />
enluarados<br />
com meus lábios ardentes.</p>
<p><strong>E</strong> a luz da lua abre levemente<br />
teus segredos.<br />
<strong>E</strong> da cuia rósea de tuas entranhas<br />
desabrocham orquídeas orvalhadas.</p>
<p><strong>E</strong> do orvalho expeles<br />
um perfume ácido de fêmea<br />
no cio.</p>
<p><strong>E</strong> teu corpo esguio<br />
arde entre pêlos e escamas dando forma ao arrepio.</p>
<p><strong>E</strong> na cuia morna<br />
de teu ventre imaginário<br />
bebi o suco sacro de açaí.</p>
<p><strong>S</strong>uguei o pólen<br />
a pele branca<br />
da seda rósea<br />
e  em silêncio<br />
desfaz-te e sangra-te em prazer.</p>
<p>Autora:  Betânia Lisboa</p>
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